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Reformatório tem como pano de fundo um convento, administrado por freiras e madres superiores que buscam encaminhar crianças abandonadas ou rejeitadas por seus pais. O reformatório retratado aqui não é o lugar de correção disciplinar ou abrigo para menores delinqüentes. É um local que lembra o "santuário" do corcunda de Notre Dame: um lugar onde muitas crianças eram abandonadas.
O texto é envolto em um mistério relativo ao passado de três personagens: Madre Isabel, Clara e Irmã Teresa. Luzia surge para "confundir" o expectador. O que há de especial nesse texto é o "jogo" que a autora faz com os conceitos e os papéis que cada personagem assume diante de cada expectador.
Quem é o culpado? Quem guarda a maior culpa: aquele que age inconscientemente ou aquele que age conscientemente? O que é um ato consciente? O que se esconde por detrás das paredes que não vemos? Quem é capaz de julgar? A quem deve ser concedido o poder de julgar? Madres, padres, juízes estão isentos de culpa? Nesse ambiente de dúvidas aparecem duas personagens masculinas: João e Jair, que são os responsáveis pelos momentos de humor da trama.
É um espetáculo que brinca com o "eu" de cada expectador e, como tal, terá a grandiosidade que cada expectador for capaz de atingir.
Serviço
Rua Engenheiro Rosauro Zambrano, 302, Jardim Guanabara - Ilha do Governador
Dias 20, 21, 27 e 28 de agosto
20 horas
R$20,00 (inteira)

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